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Mães ganham rosas e café da tarde e Transwolff ainda lembra das que dirigem

  • maio 14, 2017

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Todas elas têm algo em comum: são mães, levantam ainda antes de o dia clarear e deixam os filhos ainda dormindo para irem trabalhar. Essa é a rotina de várias mães que trabalham na Transwolff, empresa de ônibus que opera na zona sul de São Paulo.

A ex-salva vidas Samantha Cristine Ferreira, 34 anos, motorista de ônibus da linha 6076-10 – Jd. Progresso – Term. Sto. Amaro é mãe do Mikael, 2 anos. Ela pega no batente antes de o sol nascer, às 5h da manhã. Para cuidar do filho conta com a ajuda do marido, o também motorista de ônibus que o deixa na creche todos os dias.

Todos os dias usa um aplicativo de celular para saber se a criança ficou bem na creche. “Só depois que falo com meu marido fico mais calma. É difícil, mas não tem outro jeito, a gente precisa trabalhar”, diz Samantha.

Os três filhos da agente operacional Andrea Siqueira, 45 anos, já são maiores de idade, porém o neto Matheus, de 9 anos, do filho mais velho é ela quem ‘cria’. Ela sai de casa às 4h da manhã para assumir a operação no Terminal Varginha, no extremo sul de São Paulo. Ao chegar em casa, por volta das 13h, lava roupa, limpa a casa e faz a janta as pressas para conseguir buscar Matheus na escola às 17h45.

Na volta da escola, dá banho em Matheus, lanche, depois ajuda a fazer a lição. Na sequencia ainda vão jogar um pouco de videogame. A aproximação entre os dois é tanta que Matheus chama Andrea de mãe.

“Ele é minha vida. Ando de bicicleta com ele. Família é vínculo não desisto dela jamais. Só tenho agradecer, e outra coisa: faço meu trabalho da melhor maneira possível”, diz Andrea. É fácil identificá-la no terminal. É única melhor do operacional correndo de um lado para o outro com um apito na boca organizando a entrada e a saída dos ônibus do terminal.

A analista de planejamento Elaine Vieira Rodrigues, 38 anos, cruza praticamente a  cidade para trabalhar. Ela mora em Caieiras (SP) e trabalha na garagem, que fica na Capela do Socorro (zona sul), são mais de 100 km por dia, daria, por exemplo, para chegar a Campinas (SP).

Para conseguir chegar ao trabalho às 7h30, ela precisa sair de casa às 5h40 com a filha Maria Eduarda, 5 anos, ainda dormindo. “Mesmo dormindo, dou um beijinho na testa dela e falo ‘fica com Deus, filha’. Essa cena ocorre desde quando ela tinha um ano. Não tem outra alternativa. Preciso trabalhar para ajudar meu marido.”

A fiscal Katia Borges dos Anjos, 29, da linha 6080-10 – Jd. Lucelia – Term. Grajau, acorda às 4h30 para preparar a roupa e o café da manhã para Kamily, 5 anos, que vai para escolinha às 11h. Katia assume às 5h50. “A manhã é uma correria, mas a parte mais difícil é sair e deixar minha princesa em casa.”

Mãe de Igor, 20 anos, Lucas, 16 anos, Alan, 11 anos, Caio Jr., 4 anos , e Eloá, 1 ano. A motorista da linha 6078 – Cantinho do Ceu – Shopping Interlagos Edileia Cristina da Silva Oliveira, 36, termina a última viagem por volta das 12h45 e chega em casa às 3h da manhã, afinal ela ainda leva o ônibus na garagem para abastecer.

Até tomar banho e comer alguma coisa vai deitar às 4h e tem que levantar às 6h30  para acordar Alan para se arrumar e ir para a escola. “Amo meus filhos. Minha profissão é corrida só queria ter um tempinho a mais para ficar com eles”, conta Edileia.

A agente operacional Danielle Ramos Gruna, 27 anos, mãe de Natália, 9 anos, Guilherme, 7 anos, e Lívia, de apenas cinco meses, trabalha no Terminal Santo Amaro há 4 anos. Ela levanta às 5h para organizar as roupas das crianças, preparar o lanche, trocar Lívia para deixar na casa da vizinha e ir para o trabalho, onde assume às 7h. “É cansativo, mas preciso trabalhar”, conta.

A motorista da linha 6039-10 – Valo Velho – Santo Amaro Vanessa Marília de Souza, 36 anos, embarca todos os dias por volta das 4h. Mãe da Kenia, 19, Kelvin, 16, e Gabriel, 10 não deixa a educação dos filhos de lado. Ela já é avó da Sofia, de um ano. “Sou pai e mãe. É uma tarefa árdua. Não perco nenhuma reunião de pais. Acompanho de perto o desempenho deles”.

Já a mãe Liliane Maria de Araújo, 33 anos, é fiscal no Terminal Grajaú das linhas 6016-10, 6016-41 e 6092-10. Mãe de dois filhos: Gustavo, 15 anos, e Maria Estela, 1 ano e 6 meses. A saga de Liliane começa logo às 7h para realizar os afazeres do lar e cuidar de Maria Eduarda e preparar o café da manhã de Gustavo. Ela entra no trabalho às 13h, mas sai de casa às 12h30 e só volta às 23h45.

A motorista Aline Clapis, 29 anos, mãe da Rafaela, 6 meses, diz que o momento mais difícil do dia é quando sai de casa para trabalhar e deixa a filha com a babá.  Ela sai às 11h para dirigir ônibus na linha 6012-10 – Pq. Independência – Sto. Amaro. “Todo intervalo entre os ônibus ligo para a babá para saber como ela está.” A noite pega a criança com a mãe.

Homenagem

Na última sexta-feira, dia 12, a diretoria organizou um café da tarde para as mães que trabalham na garagem, houve ainda distribuição de rosas. A empresa selecionou a mãe mais nova e a mais de idade pra simbolizar todas as mães da Transwolff: a jovem aprendiz Danielle Cristiny, 17, e a copeira Sofia dos Anjos, a Dona Sofia, de 68 anos, e as presenteou cada uma delas com uma cesta de café da manhã.

Danielle é mãe da pequena Bárbara, de apenas 1 ano e 3 meses, ela achou interessante ter sido lembrada pela Transwolff, onde trabalha há apenas dois meses. “Acho legal, bem interessante. Nem toda empresa faz isso. Conversei com meus pais e minha tinha e eles disseram que onde eles trabalham nunca fizeram isso. É maravilhoso esse reconhecimento”, afirma.

Dona Sofia pé Mãe da Sandra, 45 anos, Cristina, 47 anos, e Marcia, 51 anos, dsi eu ser mãe é uma felicidade que não tem como descrever é ter sido lembrada pela empresa é muito bom. “Tem empresa que nem liga e a Transwolff reconheceu as funcionárias que são mães. Fiquei muito feliz não só com a cesta, mas com a homenagem que empresa fez”, agradece.

Durante a homenagem, o presidente Luiz Carlos Efigênio Pacheco destacou que era um dia muito especial, porém seria um pouco triste, afinal seria o primeiro Dia das Mães sem a presença do diretor Jorge (Jorge da Conceição Pereira, que morreu no dia 20 de abril). Mas ele destacou que estava feliz por ter na empresa mães com muita vitalidade e disposição.

“É uma data extremamente importante. Vocês representam centenas de mães que fazem isso acontecer. Parabéns a vocês”, afirmou. Ele ainda lembrou da importância das mães motoristas. “São mães que transportam mães com muito cuidado, carinho e dedicação. Todas, sem exceção, estão de parabéns”, finalizou.

O diretor Moises Gomes destacou que as mães são referências para a empresa.  “A gente agradece por ter na empresa tantas mães dedicadas e uma garra de fazer inveja a qualquer homem. Que continuem sendo assim incansáveis e dispostas.”

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